Fraternidade Regional Sudeste 2 da Ordem Franciscana Secular do Brasil

Esta página é para divulgação dos eventos do Conselho Regional e das Fraternidades que compõe este Regional. Sejam todos bem vindos! Paz e bem!

26 setembro 2017

1º mosteiro após perseguição religiosa completa 90 anos, no Rio - JCTV - 22/09/17


O primeiro mosteiro criado após a perseguição religiosa está no Rio de Janeiro e celebra 90 anos. O Cardeal e Arcebispo Orani João Tempesta fez a abertura do ano jubilar.

É preciso voltar a Assis - III



Precisamos resgatar uma moral teológica para o mundo

É tempo de limpar a vida de egoísmo, estagnação, vaidade, presunção, negligência, falta de delicadeza, instabilidade, fé fragilizada.

O lema do Brasão Episcopal do Papa Francisco, quando era Arcebispo em Buenos Aires, era este: "Miserando atque elegendo”: olhando com amor o escolheu. Hoje temos que colocar este olhar de misericórdia e viver a misericórdia dentro de uma relação horizontal entre ética e ontologia: valores que definem o Ser. É o grande momento da Ontologia, Axiologia e Cosmologia.

A Misericórdia não é apenas uma lei moral ou ética, mas é uma virtude essencial para qualquer relacionamento. A Misericórdia, a Fraternidade e a Compaixão correm o risco de não serem entendidas se a comunidade mundial não for colocada em contato com a possibilidade de superar abismos enormes que nos separam, abismo culturais, abismos da intolerância, abismos da ausência de valores que impactam as diversas dimensões da vida. Diz o Papa Francisco: “Um dos graves problemas de nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida”.

A Misericórdia é a grande virtude de Deus, e nós precisamos resgatar uma moral teológica para o mundo. O que temos é uma moral de Estado onde só existem direitos e não deveres, e isto cria dicotomias infernais. A Misericórdia, como compaixão e respeito pela vida das pessoas, é um esvaziar-se para dar sentido à lógica da vida de todo ser humano. É uma ética de alteridade e uma moral que respeita e acolhe a maneira como a vida de alguém deve se desenvolver.

A Misericórdia é o coração pulsante do Evangelho! Diz nosso Papa Francisco: “A misericórdia de Deus é o coração pulsante do Evangelho, e que por meio dele deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa e de todas as criaturas”.

O destinatário da Misericórdia é, a partir desta convocação, qualquer criatura que habita a face da terra; aqueles que vivem a vida como ela se apresenta, com suas limitações, mas alegrando-se com a felicidade dos que possam ter uma possibilidade de vida melhor; criaturas humanas que estão na rua, na casa, no trabalho, na escola, no concerto, no hospital, na prisão, no quartel, na fábrica. O destinatário da Misericórdia é a pessoa que acorda e vai trabalhar, que sofre no trânsito, luta pelo lugar nos meios de transporte, que está na desesperança do desemprego ou na dúvida e na dívida, na droga e no álcool; os que precisam desenvolver esforços físicos, psicológicos ou mentais para enfrentar esse jogo de mil combinações do dia a dia.

CONTINUAÇÃO DOS APONTAMENTOS DA PALESTRA NO CAPÍTULO DAS ESTEIRAS DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL - APARECIDA - AGOSTO 2017

FREI VITÓRIO MAZZUCO

É preciso voltar a Assis - Final



Misericórdia é dar o coração aos mais fragilizados

Misericórdia é Vida Fraterna! Nós não somos apenas um ajuntamento de pessoas, mas uma consanguinidade espiritual que nos vincula uns aos outros. A Fraternidade nos conecta. Somos todos do mesmo DNA de Clara e Francisco, e este sangue que corre em nossas veias tem uma poderosa implicação humanística: compartilhamos uma mesma natureza humana e divina. Cor e miseratio! Misericórdia é chave para abrir e entrar na porta santa do Reino.

“O Amor de Deus é a flor e a Misericórdia o fruto” (Santa Faustina Kowalska). O fruto do Amor é a Misericórdia, tudo o que é Amor é Misericórdia. Misericórdia não é atirar pedras, mas estender as mãos; fazer pontes e não exclusão, atar feridas dos necessitados, levar o errado a enxergar o erro.

Misericórdia é dar o coração aos mais fragilizados (miseris cor dare). O Papa Francisco, inspirado em Santo Agostinho, coloca dois aspectos da Misericórdia: 1. O Coração é o centro 2. Uma situação miserável, seja material ou espiritual. A Misericórdia, que tem a sua fonte no Amor, é um Amor feito de Coração, exercido em presença de sofrimento ou desordem.

“Há o amor de pai e filho, o amor de casal, o amor de irmãos e irmãs de sangue, o amor de amizade, o amor de fraternidade, o amor de civismo, o amor de grupo, e tantos tipos de amor. Cada estilo de amor demanda e desperta na psique um estado peculiar de ação e sensação. Quando exerço o amor em direção a alguém em situação penosa, emito uma forma típica da alma, chamada Misericórdia. Este alguém em dificuldade posso ser eu, e aí há a misericórdia para comigo mesmo e pode ser o outro ou a outra, e aí a misericórdia para com o próximo.

Se eu amo a pessoa por quem estou apaixonado ou me deleito numa ocorrência de beleza e bondade, simplesmente amo. Mas se me dobro sobre alguém no buraco e lhe estendo o braço puxando-o para a situação normal, esse meu ato gratuito de restabelecimento da norma assume o nome de Misericórdia ou Amor Misericordioso. Para além da afetividade e da espiritualidade, a misericórdia tem a ver com o conceito físico e científico da ordem cósmica.

Digamos que a lei básica do universo é a ordem, ou seja, a união, a relação, numa palavra: o Amor. De outra forma, o universo se desintegraria. Tal ordem macrocósmica, que parte do pó atômico e chega às galáxias se, se reverbera em cada um dos seres existentes, chamados microcosmos, incluindo nestes o microcosmo humano que somos nós. Tal ordem ou união nada mais é que o Amor. Os conceitos de amor-união-relação-ordem se interpenetram” (Marchionni Antônio, “A Misericórdia é Lei do Cosmo”, in Fraternidade e Misericórdia- Um olhar a partir da justiça e do amor, Cultor de Livros, São Paulo, 2016, p. 15).

FREI VITÓRIO MAZZUCO

É preciso voltar a Assis - V




Francisco e Clara de Assis não venderam sonhos


Não há misericórdia em lutas ideológicas que chegam à violência. Não há misericórdia se não sair para as periferias existenciais que são mais do que bairro, rua, espaço de cidade ou campo, centros urbanos ou lugares de tensões. A periferia existencial é o vazio da vida, a falta de sonho, de utopias, de esperanças que está nestes lugares e nos corações das pessoas. Tem muita gente que tem mansão confortável, cheia de móveis luxuosos, freezers cheios de comida, dinheiro no banco e no luxo, mas sem felicidade ou projetos para dar a vida um sentido maior. Tem tudo, mas precisam de vícios e experiências traumáticas e excesso de antidepressivo. Há periferia existencial na pobreza material dentro das periferias materiais.

Tem que haver mais misericórdia nas Igrejas e aqui vamos incluir a nossa; pois religião não pode ser um produto bonito e bem embalado para ser divulgado e vendido. Francisco e Clara de Assis não venderam sonhos, nem esperança, nem Deus, nem religião. Nossas liturgias não podem ser um remédio psicotrópico relaxante, cheias de louvores emocionais e ardor neomísticos, mas com pouco Amor pela doutrina social da Igreja e pela mística do Evangelho que deseja conduzir o ser humano a uma experiência de esperança profunda e de uma humanização profunda. Menos gospel e mais proximidade com o doente, com a viúva, criança, idoso e portadores de necessidades especiais.

Somos evangelizadores, discípulos e missionários da Misericórdia e não cidadãos turistas que fazem viagem para discutir economia global e política internacional em lugares exóticos, vendo filmes de arte/cabeça, passeando por lugares calmos e paradisíacos, longe do barulho e dos traumas dos centros urbanos e periféricos. Misericórdia é visitar o Pinel, o Juqueri, visitar a sua rua e saber de seu bairro. É bom sofrer em Paris, mas reconstruir o espaço público mais próximo quem quer?

CONTINUAÇÃO DOS APONTAMENTOS DA PALESTRA NO CAPÍTULO DAS ESTEIRAS DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL - APARECIDA - AGOSTO 2017


FREI VITÓRIO MAZZUCO

É preciso voltar a Assis - IV



Misericórdia não é bondade que se improvisa com validade vencida

O destinatário da Misericórdia é para o que sofre a poluição da cidade que dificulta a fluidez da respiração; os males da estufa de carbono, a água escassa das represas, a bala perdida, os que sofrem a poluição das notícias midiáticas e perdem a opinião própria, os que vivem grudados em celulares que truncam conversas e tiram a nossa inteireza; a revolta tensa das conversas dos que querem a pena de morte, os que sofrem a tormenta diária da imprensa impressa e 'wiliamborneada' nas telas da TV. Os destinatários da Misericórdia são os que têm que escutar constantes notícias ruins, malfazejas, apocalípticas, ou os diários boletins de sangue no Oriente Médio ou do sangue jorrando da cabeça e do peito baleado dos mendigos do centro da cidade. A Misericórdia dá conta e alento à estas criaturas imersas em coisas tão reais? Quebrar a indiferença já é um caminho, pois a Misericórdia é um caminho para conduzir o ser vivente para um outro lugar.

Misericórdia tem a vertente evangélica de dar de comer aos famintos, acolher peregrinos, cuidar dos enfermos, visitar encarcerados, enterrar os mortos, doar roupa para os nus vítimas dos descuidos. Misericórdia é tarefa e exercício de Amor e não desobrigação de um dever burocrático. Tem que ser expressão de algo mais profundo. A Misericórdia vem antes! A justiça aboliu a escravidão, mas a misericórdia, a indignação, a solidariedade para com a dor dos escravos chegou primeiro.

Diz Tagore, o nosso querido poeta e místico hindu: “A Misericórdia é um pássaro, que é o primeiro que, na noite, pressente a alvorada”.

Misericórdia complementa os valores que existem e supre os que inexistem. Misericórdia não é bondade que se improvisa com validade vencida e prazo para acabar, esta duração pré-fixada de campanhas; mas é a própria e constante bondade presente em toda visão e ação humana.

Vamos voltar a florir o vale de lágrimas antes que acabe o vale! Vamos diminuir a quantidade de lágrimas do vale e de toda terra. Vamos unir Misericórdia e Direitos Humanos que é exatamente não deixar faltar o básico para viver. Há Misericórdia no saneamento básico, no avanço econômico sustentável, na saúde e educação de qualidade, na igualdade de gênero, nas vivências participativas, na acolhida aos refugiados.

CONTINUAÇÃO DOS APONTAMENTOS DA PALESTRA NO CAPÍTULO DAS ESTEIRAS DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL - APARECIDA - AGOSTO 2017

FREI VITÓRIO MAZZUCO

Paulo Machado da Costa e Silva

Os franciscanos seculares conhecem bem o “irmão” Paulo. Os petropolitanos, por sua vez, ao se referirem a ele o designam de “professor Paulo Machado”. Está página é uma manifestação de carinho a um dos mais franciscanos entre os franciscanos. Isto é para começo de conversa.



No dia 17 de maio de 2017 Paulo Machado da Costa e Silva, comemorou festivamente seu centenário de vida numa bela celebração na Igreja do Sagrado Coração de Jesus e na Casa da Ordem Franciscana Secular, em Petrópolis. Familiares, amigos da cidade, muitos irmãos e muitas irmãs da Ordem Franciscana encheram o templo da rua Montecaseros. Um digno cidadão, uma pessoa de Deus, um filho carinhoso de Maria e um irmão franciscano, assim é Paulo Machado. Houve discursos, cantos, aplausos, expressões de gratidão, emoção. O mês de maio em Petrópolis ficou mais bonito e a rua Montecaseros não cabia em si de tanta alegria. Faltaram bandeirinhas e uma banda de música!

Paulo não vive mais em seu apartamento no Edifício Cinda, na rua do Imperador, perto do Colégio Santa Isabel. Há algum tempo ele precisou recolher-se a um Lar de Idosos no Distrito de Itaipava, na Casa dos Irmãos de São João de Deus. Numa tarde de setembro recebi o convite de um terceiro franciscano para visitar o Irmão Paulo já com 100 anos e quatro meses.

Ele passou a viver num quarto asseado e claro com as coisas necessárias para uma vida digna. Lá chegando encontrei Paulo com as vistas marcadas pelos anos, os pés inchados, muito bem vestido com um terno cinza e uma camisa social sem graveta. Dizendo-se cansado, ouvindo com aparelho, respondendo com voz forte, lembrando-se de tudo. Aceitei o convite para a visita também porque queria ainda uma vez administrar-lhe o sacramento da unção dos enfermos. Antes falamos sobre as catástrofes políticas brasileiras, os processos, as condenações, a função do Procurador Geral da República, da Polícia Federal, do Ministério Público. Sobre cada um desses itens ele deu um sucinto e preciso resumo. Evocamos passagens da história: o tempo do governo Eurico Gaspar Dutra, da influência que exercia a primeira dama Carmela Dutra, o tempo de Brasília, do governo Juscelino, da construção da capital no Planalto. Lembramos que nosso Hotel Quitandinha no idos de 1940 recebia a fina flor das artes de Hollywood. Uma conversa amistosa…

Ali estava um pai de família extremado, professor de português e de história, vereador, advogado, assessor da Câmara Municipal, sobretudo um homem reto, um ser humano límpido e transparente, um cristão, um devoto profundo de Maria e honra da Família Franciscana de modo especial dos franciscanos seculares. Exerceu cargos na OFS em muitos escalões. Foi colaborador na redação da preciosa Regra dos terceiros aprovada por Paulo VI em junho de 1978. Um homem que concretizava o ideal do cristão leigo franciscano vivendo no mundo e sempre com o coração a dizer que ele precisava ser contemplativo. Um contemplativo na ação. Nos últimos anos andou se despojando de tudo e passou a viver apenas com o estrito necessário.

Sobre uma cadeira do quarto havia um exemplar do jornal “O Globo” com notícias a respeito de Palocci, Janot e a Lava-Jato. Um homem que se interessa, aos 100 anos, pela vida e pelo que acontece no mundo. Um homem que recebia com gratidão e alegria, uma vez mais o sacramento da unção dos enfermos. Um leigo cristão…

Depois de uma visita de perto de uma hora deixamos o quarto do “professor”. Ficou em Itaipava aquele gigante com o corpo alquebrado, as pernas inchadas, a dificuldade de ouvir e de enxergar, vestido com um terno, uma camisa sem gravata e respirando uma imensa dignidade através do irmão corpo.

Foi uma visita que fizemos ao irmão Paulo Machado da Costa e Silva, honra da Família Franciscana e da Ordem Secular inventada por Francisco de Assis.

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Espiritual Regional Sudeste 2 RJ/ES

Fonte: Franciscanos.org

28 agosto 2017

Nova Assistência Espiritual


Queridos irmãos e irmãs, paz e bem!

Na alegria do Senhor, a Fraternidade Conselho Regional Sudeste 2 RJ/ES comunica a todos irmãos e irmãs que a Ir. Juliana Ferreira de Jesus – Irmãs Franciscanas do Senhor, é a nova Assistente Espiritual do Regional, com isso temos os seguintes assistentes:

Frei Almir - OFM
Frei Francisco - OFMConv
Frei Quercio - OFMCap
Ir. Juliana – Irmãs Franciscanas do Senhor

Contamos com as orações de todos e que o Espirito do Senhor continue condunzindo nosso caminhar.

Saudações francisclarianas,

Conselho Regional

22 agosto 2017

É preciso voltar a Assis - II



NÃO PODE HAVER FRATERNIDADE SEM MISERICÓRDIA

Há obediência em ouvir uma voz e vir. Há forte energia da presença fraterna. Há renovação de promessas e sentir a presença de sentir-se pertença. Há uma virtude vivida por Deus e seu Filho que nos inspira: a Misericórdia! Colocar o coração nos limites da fragilidade humana para descobrir a força de amar e cuidar. Não pode haver Fraternidade sem Misericórdia, diante dos desafios éticos e humanísticos do mundo contemporâneo.

Quando aconteceram os primeiros Capítulos das Esteiras, o momento celebrativo era Pentecostes e o fogo que estava nas cabeças vinha do incandescente amor que estava no coração. Não era fácil para eles em tempos de mudanças do feudalismo para a comuna, da eclesiologia decadente para a força dos Movimentos Penitenciais, um sentimento novo de Cortesia e Cordialidade em tempos rudes de guerras. Assis não era só videiras e girassóis, havia o expectro da guerra entre nobres e plebeus, entre o papa e o imperador entre a avareza e a desambição.

Mas hoje Assis é aqui, em tempos de guerras, tensões, violência urbana, governo paralelo do tráfico e um atentado moral que é o desgoverno ao qual estamos sujeitos. Assis é aqui em meio a surpreendentes atentados terroristas, depressão ganhando espaço como uma grande síndrome moderna; a alienante busca de felicidade por meio das drogas; uma eclesiologia de freio de mão puxado, mas que começa a soltar-se aos poucos. Há 800 anos, um mendigo chamado Francisco, adentra a estrutura eclesial e vai fazer um Papa sonhar; e hoje um Papa Francisco faz toda uma Igreja sonhar e anda soltando as amarras.

O Ano da Misericórdia, em 2016, nos provocou com uma rara onda positiva para repensar, viver e levar a Misericórdia. E do século XIII ao século XXI há segmentos do tempo que lembram para nós que todo tempo é tempo de salvação, e lembram para nós um tempo propício onde a salvação age com mais intensidade. Este é o nosso tempo! Viver a misericórdia é derramar qualidade num tempo de dramáticas desesperanças.

Voltar a Assis, no tempo de Clara e Francisco, é retomar o tempo de humanizar um Deus e divinizar o humano. Se não, como se apaixonar pela Encarnação? Vamos voltar como peregrinação, conversão e indulgência, levando a Misericórdia. Peregrinação andar pelos campos da realidade. Conversão como mudança de lugar. Indulgência como perdono, perdonare, per+dono, através dos dons, devolver os dons, apresentar-se com qualidade. Mais comunhão de vida. Não existe intercessão sem comunhão.

CONTINUAÇÃO DOS APONTAMENTOS DA PALESTRA NO CAPÍTULO DAS ESTEIRAS DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL - APARECIDA - AGOSTO 2017

FREI VITÓRIO MAZZUCO


Fonte: http://carismafranciscano.blogspot.com.br

“É preciso voltar a Assis!”



Não podemos voltar ao passado, mas podemos trazê-lo de volta até nós e atualizá-lo. Francisco de Assis e Clara de Assis não são santos do passado, mas sim do presente. Eles puxam a nossa história para a frente e apontam um futuro de esperança. Eles são santos da utopia e sonhos não envelhecem. Falta de esperança e desencanto no mundo não fazem parte da nossa proposta franciscana e clariana.

O Espelho da Misericórdia é olhar o mundo e sonhar, propor e concretizar uma humanidade possível, um mundo possível e um Deus possível. Assis, mais do que uma cidade é um lugar onde os espíritos sadios se encontram. Assis é aqui no Capítulo das Esteiras onde o ontem e o hoje se encontram para tecer propostas urgentes agora e para o amanhã de certezas.

Vamos voltar a Assis como Capítulo das Esteiras, vamos refazer I Fioretti 18, que narra para nós a inspiração do fato: “Grandes coisas prometemos, maiores nos são prometidas”. A palavra Capítulo tem sua raiz latina “caput”, isto é, cabeça. Mas num sentindo mais amplo, o que está na totalidade do nosso corpo, mente, espírito, alma e coração. “Caput” é o que está no mais alto dos nossos anseios, o que está em nosso centro, núcleo, no lugar mais elevado, naquilo que está acima, no mais importante.

Temos que dizer como o apóstolo Paulo que Cristo é a cabeça do Corpo Místico. Caput, Capítulo, Capitão, Capital, a cidade mais importante, cabeceira, o lugar da nascente, um manancial forte e inesgotável. Caput, Capítulo, o que está nas nossas cabeças? Quem é a cabeça do grupo? Para São Francisco o Espírito Santo era a cabeça, o Ministro Geral da Ordem; para Clara, o Espelho era a fusão entre a Amada e o Amado; para a Fraternidade Primitiva, o Capítulo sabia gerar adequadamente obediência, pobreza e pureza de coração na medida certa, esta coisa linda de ter a cabeça afiadíssima com o Evangelho. Então, vamos voltar a Assis, a Santa Maria dos Anjos, e reunir milhares no mesmo espírito, sem falar banalidades, mas contar as maravilhas que o Senhor anda realizando através da força do comum. Como buscar inspiração? O que move um encontro assim? O que atrai para um encontro assim? A lógica da pobreza e da simplicidade justifica as Esteiras.

APONTAMENTOS DA PALESTRA NO CAPÍTULO DAS ESTEIRAS DA FAMÍLIA FRANCISCANA DO BRASIL - APARECIDA - AGOSTO 2017

FREI VITÓRIO MAZZUCO


Fonte: carismafranciscano.blogspot.com.br

21 agosto 2017

Frei Almir escreve sobre “O perfil da fraternidade OFS




1. Os franciscanos seculares constituem um ramo da Família franciscana. Esta é formada por todos os que têm em comum a missão de tornar presente no mundo a graça, o carisma próprio de São Francisco. No seio desta única Família, a vocação franciscana é vivida por modalidades diferentes e complementares. Entre as concretizações de Fraternidades está a vida franciscana vivida por leigos no mundo.

2. A palavra-chave é Fraternidade. Ora, a Fraternidade é uma comunidade reunida por Francisco por causa de Jesus Cristo e do Evangelho. Reúne na amizade cristãos de diferentes ambientes e meios sociais, de todas as idades e condições de vida. É constituída por membros pertencentes a fraternidades locais.

3. A Fraternidade, na verdade, é um ambiente espiritual onde cada um cresce na vivência do Evangelho e se abre à fraternidade universal. Seus membros, designados de irmãos, se entreajudam a viver o Evangelho à maneira de São Francisco na Igreja e no mundo. Nesse propósito, eles se colocam à disposição uns dos outros tendo como base a Regra.

4. Bem consciente da vocação leiga de seus membros, a Fraternidade ajuda a cada um a assumir sempre mais plenamente suas responsabilidades pessoais, familiares e sociais inerentes ao seu estado secular e a realizar sua missão cristã no mundo.

5. A Fraternidade brota do amor de Cristo. De forma alguma pode ela se dobrar sobre si mesma. Necessariamente é uma comunidade aberta para a Igreja e o mundo. A Fraternidade é solidária a todo o gênero humano e sua história. Seus membros têm como ponto de honra acompanhar a presença no Senhor no mundo. Normalmente, são pessoas habilitadas a ler os sinais dos tempos.

6. A Fraternidade quer ser para cada um de seus membros e para todos os homens um sinal modesto, mas verdadeiro de vida evangélica e de fraternidade universal.

7. Em razão da condição leiga de seus membros, a Fraternidade é uma comunidade ordinariamente dispersa. Por isso, os momentos de reunião são de grande importância. Quando a Fraternidade se reúne em nome de Cristo, a Fraternidade vive um tempo forte. Ali ela manifesta seus traços fundamentais. As reuniões realizadas ao longo do tempo da vida fortalecem a vocação. É essencial, pois que os irmãos participem ativa e regularmente dos encontros de sua Fraternidade. As reuniões haverão de ser muito bem preparadas para que produzam fruto e não cansaço e irritação.

8. A reunião não constitui um fim por si mesma. Sua finalidade é alimentar uma vida que precisa se manifestar ao longo do tempo. É ao longo da existência cotidiana que cada um traduz a realidade espiritual que consiste em ser membro da Fraternidade.

9. A Fraternidade é uma comunidade de irmãos, uma comunidade de escuta da Palavra de Deus, comunidade de oração, comunidade de partilha fraterna. Não se pode esquecer que a Fraternidade constitui uma plataforma onde se forjam missionários do Evangelho.

FREI ALMIR GUIMARÃES
Assistente Regional da OFS

Fonte: franciscanos.org

OFS: uma comunidade de irmãos



1. É Cristo Jesus que que reúne em fraternidades homens e mulheres e faz que eles se tornem efetivamente irmãos. Chamados a viver como irmãos os membros de uma fraternidade vão tecendo relacionamentos fraternos uns com os outros e amando-se na qualidade do amor de Cristo Jesus.

2. Como pano de fundo dessa comunidade de irmãos está a experiência das primeiras comunidades cristãs: “Eles frequentavam com perseverança a doutrina dos apóstolos, as reuniões em comum, o partir do pão e as orações. De todos apoderou-se o medo à vista dos prodígios e sinais que os apóstolos faziam. E todos os que tinham fé viviam unidos, tendo todos os bens em comum. Vendiam as propriedades e os bens e dividiam o dinheiro com todos, segundo as necessidades de cada um. Todos os dias se reuniam unânimes, no Templo. Partiam o pão nas casas e comiam com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e gozavam da simpatia de todo o povo. Cada dia o Senhor lhes ajuntava outros a caminho da salvação” (Atos 2,42-47).

3. O amor fraterno se manifesta e se exprime de muitas maneiras:

• por uma atitude de acolhimento de cada um;
• por uma atenção calorosa e bondosa para com todos os membros da fraternidade, sem deter-se em simpatias pessoais, aprendendo a ouvir a todos;
• procurando fazer com que cada um encontre seu lugar na fraternidade nela, integrando-se mais e mais;
• ajudando mais especialmente aqueles membros que têm dificuldades ou vivem enfermidades, luto e carências notáveis;
• eventualmente os irmãos se ajudam material e financeiramente;
• as pessoas doentes e os idosos haverão de merecer especial atenção;
• criando um clima de confiança de tal maneira que cada um possa sentir-se à vontade para exprimir desejos e necessidades;
• com um esforço de querer, concretamente, partilhar a vida e as preocupações do outro;
• estabelecendo um diálogo verdadeiro;
• os membros da Fraternidade não hesitam em abordar os assuntos mais variados, para poderem viver em plenitude e não serem pessoas cansativamente rotineiras;
• em fraternidade, os irmãos exercem uma fidelidade criativa;
•por meio do diálogo, os irmãos sentem com a possibilidade de conviver com o diferente

4. Através do diálogo fraterno, os membros da Fraternidade dão passos avantajados rumo a uma comunhão cada vez mais estreita. Dão ao mundo o testemunho de que se amam e se estimam. Vivendo o fraternismo em suas Fraternidades, os irmãos e irmãs sentem capacitados a criar laços fraternos com todos os homens e mesmo com todo o mundo criado.
Texto para reflexão

“Onde estão e onde quer que se encontrarem os irmãos, mostrem-se mutuamente familiares entre si. E com confiança um manifeste ao outro sua necessidade, porque, se a mãe nutre a ama seu filho carnal, quanto mais diligentemente não deve cada um amar e nutrir a seu irmão espiritual? E se algum deles cair enfermo, os outros irmãos devem servi-lo como gostariam de ser servidos” (Regra Bulada, cap. VI).

Fonte: Franciscanos.org

13 julho 2017

Nota de Falecimento - Frei Antonio Nader OFM


Caríssimos irmãos e irmãs, paz e bem!

Comunicamos o falecimento do Frei Antonio Nader OFM, ele faleceu na manhã de hoje (13/07) no Hospital São Francisco da Providencia de Deus.

O corpo de Frei Antonio será velado na igreja do Convento Santo Antonio, onde, as 10 horas de amanha (14/07) será celebrada a Missa de Exéquias, depois da qual seu corpo será sepultado no mausoléu do próprio convento.

Que São Francisco, Santa Clara acolham este nosso irmão na Fraternidade Celestial e que retorna a casa do Pai.

Nossos sentimentos.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=137685

09 junho 2017

Nota de Falecimento - irmã Maria Rosa - Fraternidade São José - Araruama



Comunicamos com grande pesar, o falecimento da irmã Franciscana Secular, Maria Rosa, da Fraternidade São José em Araruama. Com 92 anos de idade e 52 anos de profissão, a irmã deixa a saudade a todos irmãos e irmãs da Fraternidade, sempre atendia a todos com carinho e sorriso fraternal.

Agradecemos a Deus pelo dom da vida de nossa querida irmã que agora está nos braços do Pai, na Fraternidade Celeste com São Francisco e Santa Clara e todos irmãos e irmãs da Ordem.

O velório está sendo realizado no salão paroquial da Igreja São Sebastião. O sepultamento está marcado para às 16h30.



01 junho 2017

Celebração dos 100 anos de vida do nosso querido irmão Paulo Machado


No dia 21/05/2017 foi um dia de ação de graças e de celebração para a Ordem Franciscana Secular do Brasil (OFS), que reuniu suas fraternidades para homenagear o irmão Paulo Machado da Costa e Silva pela comemoração dos seus 100 anos de vida. Paulo Machado, como é conhecido por todos, é um dos mais conhecidos membros da OFS do Brasil.

Irmão Paulo Machado é um exemplo da presença franciscana secular no mundo, em sua atuação como pai, advogado, escritor, professor de Direito, ex-vereador, presidente da Câmara Municipal de Petrópolis (RJ) e diretor do departamento jurídico da instituição por 37 anos. 

Na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, um número grande de irmãos, familiares e amigos, se reuniram para prestigiar e parabenizar o irmão Paulo Machado. A celebração foi presidida pelo Assistente do Regional Sudeste 2, Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM, e concelebrada pelos frades José Maria Maia Lima, OFMCap., José Manuel, TOR, e Frei Luiz Flávio OFM, Assistente Espiritual da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus. A cerimônia também foi acompanhada pelos frades Wellington Buarque de Souza, animador fraterno nacional da Juventude Franciscana (Jufra), e Francisco Antônio da Silva, OFMConv, Assistente Espiritual do Regional Sudeste 2.

Frei Almir, em sua homilia, destacou que no ano em que a Igreja celebra o centenário das aparições de Nossa Senhora, em Fátima, Portugal, temos no Brasil a comemoração pelos 100 anos do irmão Paulo Machado, cuja dedicação, retidão e serviço em prol da OFS deixou um legado para as futuras gerações. Frei Almir reconheceu que a história do irmão Paulo Machado se confunde com a história da OFS no Brasil, cujo testemunho de vida fraterna exemplar, ilumina o agir dos franciscanos seculares nos desafios postos por uma sociedade marcada por mazelas e corrupção.

Ainda na celebração, Paulo Machado foi agraciado com a visita da relíquia de São Francisco de Assis que percorre todos os Regionais do Brasil em preparação para o jubileu de 800 anos da Ordem Franciscana Secular, que será celebrado em 2021 no Rio de Janeiro. No encerramento da celebração, Frei Almir convidou os frades presentes, o Ministro Nacional e seus antecessores e membros do Conselho Nacional para abençoar Paulo Machado com a tradicional Bênção de São Francisco de Assis.

Após a linda e emocionante celebração, a Fraternidade Sagrado Coração de Jesus recepcionou os irmãos para celebrar o aniversário e o testemunho de vida exemplar do irmão Paulo Machado.




As demais fotos estão disponibilizadas no link abaixo:

https://drive.google.com/drive/folders/0B1Z7R3IP-HexSnF0S2pSYURFc28?usp=sharing


25 maio 2017

CNBB CRIA GRUPO DE TRABALHO SOBRE MINERAÇÃO E NOMEIA MOEMA MIRANDA OFS PARA ASSESSORAR


Caros irmãos e irmãs paz e bem!

Com grande alegria comunicamos que a irmã Moema Miranda, Ministra da Fraternidade Santo Antonio do Largo da Carioca foi nomeada pela CNBB no dia 07 de março de 2017 como assessora no Grupo de Trabalho para as Questões da Mineração, "com o objetivo de aprofundar as discussões em torno da Mineração no Brasil".

O Regional parabeniza a irmã pela aceitação deste desafio, vivendo a nossa Regra na sociedade.

Segue abaixo nota de noemação da CNBB:



24 maio 2017

CIOFS - AJUDA MADAGASGAR

Caros irmãos e irmãs, paz e bem!

Que o Espirito Misericordioso do Senhor nos abençoe!

Estamos encaminhando a noticia do site do CIOFS:



Em março, um ciclone tropical atingiu a ilha de Madagascar destruindo muitas casas, deixando muitas pessoas desabrigadas e destruindo infra-estrutura. Recentemente, recebemos um pedido de ajuda do Ministro Nacional OFS em Madagascar, Gérard Cecilien Raboanary. Nos perguntou se podemos ajudar de alguma forma. Disse que o norte de Madagascar foi o mais afetado. Vários membros dos franciscanos seculares têm problemas de habitação hoje.

Nas fotos você pode ver o dano sofrido pela igreja, bem como algumas escolas e casas de alguns seculares. Estas infra-estruturas são muito úteis para os cristãos, especialmente para os franciscanos seculares e para os alunos. O pastor da igreja destruída é um padre diocesano em formação para professar na OFS.

Em algumas regiões membros OFS que trabalham nas áreas sofreram um grande problema por causa das dificuldades causadas à agricultura pelas inundações. Portanto, o Conselho Nacional OFS de Madagascar nos pede apoio para levar a cabo as medidas necessárias para reparar o dano.





Se você pode ajudar com uma doação, você pode fazer o pagamento para a conta do CIOFS:

1) Por meio de cartão de crédito:
www.ciofs.org - "Contribuições / Pagamentos" - "doar para OFS"
Indicando a finalidade "outro" e digitando "Fundo de Madagascar"

2) através do Banco:
PARA PAGAMENTOS EM EUROS €

BENEFICIARIO: ORDINE FRANCESCANO SECOLARE
IBAN: IT53Q0335901600100000010743
A: BANCA PROSSIMA
RÁPIDO: BCITITMX
MOTIVO: FONDO MADAGASCAR

Agradecemos qualquer ajuda que você pode dar a nossos irmãos e irmãs em Madagascar.



Comemoração do aniversário de 97 anos da irmã Carmela e 89 anos da irmã Tertuliana da Fraternidade São Sebastião - Tijuca

No dia 8 de maio, os irmãos da Fraternidade São Sebastião da Tijuca se reuniram na Casa de Repouso CLIGER, no Rio Comprido, para Comemorar os 97 anos de vida da irmãzinha Carmela.

A irmã Carmela Corrêa da Conceição sempre foi uma muito participativa e comprometida com o carisma franciscano secular, na Fraternidade São Sebastião. A última função que desempenhou foi a de Coordenadora do SEI.

Ainda hoje, não podendo atuar, por impedimentos de saúde, ela se mantém unida a todos nós, através de seus telefonemas carinhosos.







========================================================================

Também foi celebrado, em 27 de abril, o dom da vida de nossa irmãzinha Tertuliana Medrado de Santana, que completou 89 anos e já convocou sua família para preparar um churrasco no próximo ano.

Apesar das limitações físicas, nossa irmãzinha, sempre que pode, participa de nossas reuniões mensais, embora residindo no bairro Santa Margarida, em Campo Grande-RJ, bem distante da Fraternidade.








Paz e Bem!

23 maio 2017

Comemoração dos 157 anos da Fraternidade São Sebastião na Tijuca

No dia 7 de maio de 2017, a Fraternidade São Sebastião, na Tijuca (RJ) comemorou seus 157 anos de existência. Após a Celebração Eucarística, os irmãos ser reuniram para a reunião festiva, contando com a presença de amigos e visitantes.

Nesse dia foi realizada a Visita Fraterno-Pastoral, com a presença do nosso Ministro Regional, Marco Antonio Dias Rodriguez; do Coordenador do Primeiro Distrito, Moacir da Costa Nóbrega e do Assistente Regional, Frei Francisco Antonio da Silva OFMConv.

A Fraternidade foi erigida canonicamente, no dia primeiro de maio de 1860, no morro do Castelo.

Entre avanços e desafios; entre luzes e sombras, os irmãos caminharam fraternalmente durante todos esses anos, colaborando com as atividades do Regional e do Nacional da OFS, além do papel desempenhado na construção da Paróquia São Sebastião ao descer do morro do Castelo e se instalar na Tijuca.

Assim, prosseguiram, conforme seu Hino:

Erigida em 1860
Num dia do trabalhador
No morro do Castelo se assenta
E a missão abraça com amor

Fraternidade São Sebastião
Desce o morro peregrina
E se evangelizando
Faz evangelização.




Que São Francisco de Assis continue abençoando esta Fraternidade, e que os irmãos prossigam na Fé por muito e muitos anos.

PAZ e BEM !

25 abril 2017

OFS apoia a Convocação Franciscana para as Mobilizações de 28 de Abril



OFS apoia a Convocação Franciscana para as Mobilizações de 28 de Abril



A Ordem Franciscana Secular do Brasil apoia e divulga a Convocação Franciscana para as Mobilizações de 28 de Abril em todo o Brasil:

Conferência da Família Franciscana do Brasil
Sinfrajupe - Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia
Juventude Franciscana do Brasil
CONVOCAÇÃO FRANCISCANA PARA AS MOBILIZAÇÕES DE 28 DE ABRIL: NENHUM DIREITO A MENOS!
“Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”.
NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 – “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”
24 de abril de 2017
Queridas irmãs, queridos irmãos,
Paz e Bem!
Diante da atual conjuntura de retirada de direitos sociais da população e em resposta à convocação da CNBB para nos mobilizarmos contra a Reforma da Previdência, convocamos as irmãs e os irmãos a se juntarem na Greve Geral e nas mobilizações que ocorrerão na sexta feira, dia 28 de abril, em todo o Brasil.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016), o Projeto de Lei (PL 4.302/98) e a Reforma Trabalhista atingem diretamente a população brasileira através da Reforma da Previdência e da liberação da terceirização para todas as atividades. Tais reformas infringem os Art. 6º e 7º da Constituição Federal de 1988[i] e atacam os direitos sociais conquistados com muita luta pela sociedade civil.
Desta forma, em consonância com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Conferência dos Frades Menores do Brasil (CFMB) e a diversas outras entidades, instituições e organizações, também nos posicionamos com a população brasileira, em proteção dos direitos sociais e dos mais pobres e vulneráveis. Animem suas Comunidades e Fraternidades para discutirem e agirem acerca desta temática, pronunciando nas Celebrações, realizando momentos de jejum e oração, e participando dos atos públicos.
Consideramos as palavras do Papa Francisco: “O amor [...] é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor. O amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum são uma forma eminente de caridade, que toca não só as relações entre os indivíduos, mas também as macro-relações como relacionamentos sociais, econômicos e políticos[ii]”.
Que neste tempo Pascal possamos superar todas as realidades de morte que ameaçam nossas vidas, cumprindo a nossa missão profética de fé cristã, nos unindo na construção de uma sociedade justa e fraterna.
Fraternalmente,

Frei Éderson Queiroz,OFMCap
Presidente da Conferência da
Família Franciscana do Brasil
Frei José Francisco,OFM
Diretor Executivo do Sinfrajupe
Washington Lima dos Santos,JUFRA/OFS
Secretário Fraterno Nacional da Jufra do Brasil

Fonte: OFS do Brasil (http://www.ofs.org.br/noticias/item/1097-ofs-apoia-a-convocacao-franciscana-para-as-mobilizacoes-de-28-de-abril)

19 março 2017

Nota de Falecimento - irmã Adélia do Nascimento Paixão. Fraternidade São José em Araruama

Comunicamos com grande pesar, o falecimento de nossa irmã Franciscana Secular, Adélia do Nascimento Paixão, da Fraternidade São José em Araruama.

Agradecemos a Deus pelo dom da vida de nossa querida irmã que agora está nos braços do Pai.

O velório será realizado dia 20/03 a partir das 7hs, na capela São Sebastião no cemitério de Araruama. O sepultamento está marcado para 9hs.


Paz e Bem!